26 setembro, 2015

Diabo na Cruz

diabo na cruz
vida da estrada
feira da luz diabo na cruz
Quem me segue no instagram @maraickles sabe que, na passada quinta-feira, atravessei o Rio Tejo pela segunda vez no dia para poder estar às 23h nas Festas da Moita para assistir a um grande concerto que há já algum tempo esperava.

Falei dos Diabo na Cruz no meu vídeo de favoritos de Verão (este!) depois de ter tido o prazer de os ficar a conhecer em concerto. São uma banda portuguesa, reconhecida pelo seu estilo musical particular por eles denominado Roque Popular e que tem feito as delícias das minhas viagens de carro. Talvez não tivesse sido tão afectada por esta febre se não os tivesse conhecido no seu habitat natural por entre "batidas de fazer rodopiar um transmontano" mas desde essa noite de Agosto que aprendi verdadeiramente a apreciar a música portuguesa.

As letras são geniais, poéticas até e há algo de mágico em ouvir a nossa língua materna entoada e reconstruída em músicas que nos prendem a cada segundo, por muito fã que eu seja do british accent. Antes das letras, fui conquistada pelo ritmo e pela indefinição do estilo dos Diabo na Cruz, pela forma como eles conseguem chegar a todo o público, dos 8 aos 80 sem deixarem de parte as suas raízes. Um autêntico talento português que parece estar longe de receber o protagonismo que merece.
Desta vez, a festa foi na Moita, no dia 17 e apesar do público ter demorado a acostumar-se à sonoridade, o recinto foi enchendo até ao culminar do concerto em aplausos sentidos e merecidos. A setlist teve recheada de músicas do álbum mais recente Diabo na Cruz, passando pela Vida de Estrada, Ó Luar, Moça Esquiva e Ganhar o Dia mas sem nunca esquecer os êxitos mais antigos como a Dona Ligeirinha, Siga à Rusga e claro, Chegaram Os Santos (desta vez, sem comboio).
Um concerto memorável de uma banda que deu tudo e mais do que podia para estar à altura do que os fã esperavam. E se estiveram. Update: ontem fui vê-los à Feira da Luz, em Carnide. Superou consideravelmente o concerto na moita. Um alinhamento excelente que para além dos clássicos, teve direito a todas as canções do novo álbum. Quase chorei a ouvir a Amélia e mesmo no final, a Armário da Glória.
nesjgd-horz

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1 comentário:

  1. "Um autêntico talento português que parece estar longe de receber o protagonismo que merece." Sem dúvida :)

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