08 agosto, 2014

Dôd na bo - Cabo Verde

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Aviso: Este vai ser um post longo, quem não tem paciência para coisas do género é melhor nem tentar e ficar-se pelas fotos. Resumo para os preguiçosos: visitem a ilha da Boavista em Cabo Verde assim que poderem! 



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Já tinha estado em Cabo Verde há uns anos, mas na ilha do Sal. Este ano, eu e os meus pais ficámos com vontade de conhecer mais e a Boavista foi-nos recomendada. Quanto ao hotel, a decisão foi ao acaso e seguindo as mesmas linhas, numa tentativa de conhecer mais. Como já estava familiarizada com cadeia Riu, restava-me escolher o hotel Iberostar.

Saí de Lisboa às 10h35, num voo de 3h42, uma altura perfeita para chegar a tempo de ainda aproveitar o resto do dia para uns mergulhos e algum reconhecimento do hotel. A viagem foi ótima e desde que assentei pés naquela terra senti algo de diferente nas pessoas. Podia ser só impressão, por isso deixei que o resto da semana me mostrasse a realidade.

Sim, chegámos a tempo dos tais mergulhos num mar maravilhoso antecedido por uma enorme praia de areia branca e fina, tão fina que era quase impossível tirá-la durante os banhos. Fomos mais do que bem recebidos no hotel, com muita simpatia e bebidas frescas para atenuar o calor.

Já não era cedo e todos queríamos vestir outra roupa e ter um merecido jantar, experimentar os pratos pela primeira vez. O restaurante não era enorme mas a qualidade da comida recompensava a falta de demasiado por onde escolher (que nunca serve de nada, senão para desperdício).

Logo aí fomos incitados a juntarmo-nos à animação depois do jantar, karaoke, funaná e festa na piscina era a promessa da noite. Assim o fizémos.

Os típicos animadores dos hotéis eram diferentes lá, queriam conhecer-nos, saber o nosso nome, cantar connosco e divertir-se connosco. Arrisquei um pouco de Quim Barreiros no karaoke só porque tive a companhia da Mónica, uma das várias animadoras do hotel que sabia melhor a letra do que eu.
Estávamos cansados e para nós, a noite acabou cedo mas pelo que ouvi houve muito mais diversão.

Os dias começavam todos da mesma forma: 7h00 era a alvorada, levantar cedo para aproveitar ao máximo. Tomar o pequeno-almoço e ir diretamente para a praia. Comecei a descobrir todas as atividades do hotel quando, enquanto estava deitada na espreguiçadeira, recebia a visita de um animador cheio de energia a puxar-me para me juntar ao zumba ou ao volei de praia.
Participava sempre sem me importar com as horas de bronze que estaria a perder.

Era diversão até ao almoço. A seguir à praia vinha a hidroginástica (com mais ginástica do riso do que outra coisa) e uma mini-aula de funaná onde acabávamos a dançar com os animadores. Sempre a conhecê-los, perguntavam o nome, a idade, conversávamos e tudo se tornava mais íntimo e pessoal.

Depois do almoço, mais praia, mais vólei, mais zumba, mais brincadeiras com o pessoal do hotel e mais convívio.

Não são os típicos habitantes da ilha, vivem bem acima da média, uma vida de príncipes talvez mas não deixa de ser bom conhecer o que vai dentro daquelas cabeças. Saber como é a vida deles por lá, o que fazem, de onde vieram, em conversas tão naturais como as que temos entre amigos, nas quais ligações são criadas sem distância ou impedimentos. Sem hierarquias ou condições diferentes. Foi isso que mais estranhei, a diferença entre todos os sítios onde já estive, éramos tratados de forma diferente. Sentia-se a formação de laços de amizade entre os turistas e quem normalmente está lá para nós, que desta vez estava lá connosco.

Todas as noites, depois do jantar, havia os espetáculos que mais uma vez me surpreenderam. Sem excentricidades, fatos caros e cenários trabalhados ao extremo onde os protagonistas eram os mesmos que nos divertiam todo o dia na praia ou na piscina. Era natural, até a comédia que faziam parecia natural, eles estavam ali para se divertirem e nos divertirem a nós, não parecia trabalho, longe disso.
Era impossível não ficar hipnotizado pelas danças e pela vontade de nos incluírem nelas.
A surpresa de todas as noites vinha logo de seguida, a discoteca para a qual nos puxavam depois do espetáculo e onde os animadores dançavam connosco toda a noite, enquanto conversávamos e nos conhecíamos cada vez melhor.

No dia seguinte, já ninguém se esquecia dos nomes (uma das animadoras, a Albínea, insistiu que me chamava Maíra e eu não fiz questão que ela aprendesse bem o meu nome), já nos acenávamos sempre que nos víamos ao longe, cumprimentávamos-nos sempre que nos cruzávamos e trocávamos conversa a todos os minutos.
Não houve um momento em que me sentisse sozinha ou sem nada que fazer.
Por vezes ir de férias com os pais quando já temos 18 anos não parece a melhor opção, obivamente eles preferem o descanso e nós a diversão, eu só queria andar para trás e para a frente a aproveitar tudo o que a ilha me pudesse oferecer e se o fiz, posso agradecer ao pessoal.
Sempre comigo, como se tivesse saído de Lisboa com um grupo de amigos de longa data que me acompanhavam e alinhavam em todos os planos.

Gostava de vos poder contar tudo aquilo que fiz lá, todas as minhas experiências inéditas mas muitas delas devem permanecer apenas na minha memória. Sei contudo, que foram momentos que jamais esquecerei, com pessoas que jamais esquecerei e que desejo voltar a encontrar um dia.

Nunca pensei ser tão recebida num país estrangeiro, muito menos pensei que me poderia sentir tão em casa. Foi ótimo enquanto durou, quase acabei a chorar quando tive de voltar e espero que, com os fantásticos cabo verdeanos que conheci, fique uma pequena memória de mim.

Isto já são demasiadas fotografias, vamos ficar por aqui e deixar as restantes para outro post!





nesjgd-horz

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10 comentários:

  1. Eu li o poste de uma ponta à outra! É sempre bom conhecer lugares diferentes e nem sempre a fotografia chega!

    Parece que te divertiste muito com todas essas actividades!
    Tenho vontade de visitar cabo verde, mas não como turista.
    A realidade dos resort é diferente da local. Da maioria dos habitantes.
    Espero um dia fazer voluntariado em cabo verde! :)

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  2. Só agora reparei no vídeo! Boooolas!
    :)

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  3. Love the pictures ! So dreamy !
    Sara,
    http://thecrimeofashion.blogspot.fr

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  4. É um dos meus destinos de sonho! Praia, sol, marisco... Relaxar :)

    xoxo
    Rafaela Avidago
    www.rafaelaavidago.blogspot.pt

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  5. Deve ter sido fantástico, as fotografias estão lindas! Adoro as praias
    Millions Of Diamonds

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  6. Aw adorei o post parece ter sido mesmo maravilhoso, as fotos estão muito giras!

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  7. Obrigada! ♥
    Que fotos lindas! Parece ter sido espetacular!
    http://keepcalmandshopvintage.blogspot.pt/

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  8. que lindo!! a comida tem mt bom aspecto :p

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  9. Mara, gostaste mais da ilha da Boavista do que da ilha do Sal?

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