29 agosto, 2012

Different kind of thing



Às vezes penso em como as pessoas, no geral, não são capazes de dar valor a muito do que têm.
Basta navegar algumas horas pelo mundo dos blogs para perceber que muitos vivem rodeados de luxos e condições com que milhares de pessoas sonham todos os dias, as melhores casas em zonas sossegadas a apenas uma porta dos melhores amigos, as melhores férias nos países mais paradisíacos, aquele computador que tanto queríamos, e muito, muito mais. Pessoas que têm tudo o que querem e que, na verdade, nunca o desejaram, pois não precisam de esperar por algo o tempo suficiente que leva a vontade a tornar-se um verdadeiro desejo. Será que essas pessoas sabem mesmo a sorte que têm em poder viver um conto de fadas?
Não é que tenha inveja disso, bem, talvez um pouco. Mas quem não tem? Seria de esperar que fosse criticar metade do mundo pela sua superficialidade e por não terem a menor noção do número de pessoas que dariam tudo para viver um dia na vida deles, mas não. Não o faço porque, no fundo, todos somos assim.
Quem sou eu para criticar jovens mimados diariamente com presentes caros quando raramente sou capaz de ver aquilo que tenho? Posso não ir de férias para a Tailândia, ou ter a minha casa de sonho junto ao mar, ou mesmo aquela máquina fotográfica que tanto me faz suspirar sempre que passo em frente da Worten mas sei que tenho bem mais do que isso, mais do que objetos ou caprichos. Tenho uma família unida, imperfeita, que me tira do sério bastantes vezes por dia mas que se mantém junta no bem e no mal. Tenho amigos, alguns parvos e infantis, mas que me apoiam e me mostram um sorriso sem pedir nada por isso. Tenho razões para sorrir todos os dias, ainda que com os meus dentes enfeitados com ferros e elásticos, porque sou feliz dentro das possibilidades do meu mundo.
Todos temos razões para sorrir e todos temos em nós, ou nos que nos rodeiam, razões para agradecer pela vida que nos foi dada. Seja uma família, amizades, liberdade de fazermos e termos o que desejamos (não apenas o que queremos).
A felicidade é relativa e vem em muitas formas e por isso é uma grande injustiça, quer para os outros, quer para nós próprios, tentarmos quantificar a felicidade dos que nos rodeiam ou compará-la com a nossa.
Por muito que nos possa faltar é sempre mais aquilo que já temos e que muitas vezes não vemos, que muitas vezes não vejo, mas a verdade é que não custa, de vez em quando, parar um pouco, pensar no que realmente nos faz sorrir pelo menos uma vez por dia, e entender que são essas pequenas coisas que não podemos arriscar perder enquanto desesperamos pelo impossível.
E sim, vale sempre a pena lutar pelo que sonhamos e perder tempo a pensar em como poderemos ser mais felizes, desde que não nos esqueçamos daquilo que já faz a nossa felicidade.
Este enorme texto foi apenas um desabafo e talvez uma tentativa de ajudar pessoas que como eu, por vezes, sentem que não têm aquilo que merecem e que se esquecem de procurar a verdadeira felicidade nos sítios mais óbvios.
Abram os olhos ao mundo, sorriam pelas coisas mais simples, seja o que for que vos faça feliz, e tenho a certeza que vão encontrar razões para sorrir
 
Com amor,
Mara ♥
 
 

6 comentários:

  1. Tens muita razão Mara, como sempre adorei o post. :)
    Beijinhos **

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  2. Obrigada linda :) Adorei o teu texto, concordo plenamente!

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  3. Bonito texto, realmente às vezes não damos valor ao que temos, mas a realidade é que quanto mais coisas materiais temos menor importância lhes damos, o verdadeiro sentido da vida está em nós, naquilo que gostamos, e nas pessoas que amamos.

    Beijoka
    J*

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    XOXO
    Ylenia
    Last time by Ylenia Labate

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