13 fevereiro, 2018

Sobre o dia dos namorados

Valentines_day_inspo 
Por um lado, o consumismo associado à data dá-me comichão...
Por outro, não faço questão de ser o grinch da data e opor-me por completo ao seu significado e festividades associadas à mesma. No fundo, acho engraçado os menus e planos que certas casas preparam para receber casais apaixonados e só tenho pena que não o façam mais recorrentemente, para aproveitar sempre que podemos ou nos lembramos de surpeender a nossa cara metade.
Eu cá, gostava de, mesmo com um frio de rachar, passar o serão junto ao mar a picnicar com sushi e champanhe - how fancy - mas duvido que o trabalho no laboratório me deixe tempo para preparar esta noite tão bem quanto gostaria. Entretanto, fico-me pelas inspirações de indumentária.
Zaful_outfit
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Peças confortáveis e mais femininas do que as habituais calças de ganga rasgadas e chunky boots só porque sei o quanto o meu namorado gosta que eu pareça uma boneca ao invés de uma adolescente revoltada. E não é que eu não goste, também, de saias e roupas em tom pastel mas no dia-a-dia sinto-me mais confortável a envergar uma bitch face, como se não tivesse ainda ultrapassado a fase emo.
Valentines_mood_board
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E vocês? Já têm planos ou preferem a espontaneidade de decidir no momento?

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Valentine's day is just around the corner which means spending some time planning fun activities to enjoy with our other half as well as looking for some extra cute outfit inspiration. A lot of online shops have you covered on that front with a good selection of pieces under their valentines sale. Zaful is one of them and I took the time to explore their valentines sale 2018 and select my favourite pieces for this event. If I had to describe my choices, I'd go with confy and girly, always having in mind my ultimate valentine's day plan - a picnic at the beach. If you can, take the time to check their valentines day special

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24 janeiro, 2018

O que vou deixar em 2017

mara pickles
O novo ano começou há já quase um mês e com ele chegaram as irrealistas resoluções de ano novo

por isso, para manter a minha tradição, fiquei bem longe das listas de projectos que nunca irei começar e de iniciativas que não terei tão cedo. Em vez disso, decidi reunir alguns pensamentos que têm pairado no meu caótico cérebro e deixar bem claro e por escrito, de modo a não me esquecer, aquilo em que gostava de não por a vista em 2018. Não espero que 2018 seja um ano sem preocupações mas, no mínimo, gostava de deixar no ano velho estas preocupações específicas porque se estou consciente delas, levá-las comigo seria puramente estúpido. Foul me once, shame on you. Foul me twice...
E sem mais rodeios, em 2017 espero deixar para trás...

o plástico. 
No waste
Wow, nada ambicioso e que humilde da minha parte, para começar! Como é óbvio, não vou deixar por completo de consumir produtos envoltos em plástico porque isso iria condenar a minha sobrevivência mental e obrigar-me-ia a hibernar e eventualemnte, desistir permanentemente da vida. No entanto, tenho vindo a consciencializar-me (da forma mais dramática que consegui, claro) da necessidade de reduzirmos o consumo de plástico e não há nada como dar pequenos passos para um objectivo maior. É uma odisseia na qual me quero meter para não mais sair e ainda estou no processo de recolher o máximo de informação fidedigna e útil que consigo no meio do lixo que é a internet destes nossos dias. Se conhecerem bloggers, YouTubers, podcasters ou afins que abordem este tema, deixem, por favor, nos comentários.

a vergonha de ir a concertos sozinha. 
concerto_portugal_campo_pequenoFelizmente ou infelizmente, as pessoas que me são actualmente próximas concordam que o meu estilo musical é obsceno e como tal, a probabilidade de levar uma dessas pessoas como companhia a um concerto da minha banda preferida sem acabar por passar a noite a ouvir bufos de desprezo é ínfima. E não há nada pior do que bufos de desprezo para com bandas que idolatramos. Por acaso, há - não ir aos seus concertos por isso! Em 2018, tenciono ir aos concertos que bem entender, com ou sem companhia e comprometo-me, no momento, a pôr de parte a bitch face para permitir que, durante o concerto, alguém igualmente apaixonado pela banda em questão me aborde sem medos.


90% das influencers que sigo no instagram.
instagram faz-me mal
Todos já sabemos que não devemos papar tudo o que nos chega através do insta stories ou acreditar na fonte inesgotável de felicidade das bloggers que passam 363 dos 365 dias do ano a viajar pelo mundo, patrocinadas pela Gucci. Todos somos miseráveis, circunstâncias não definem felicidade, patapi patapá, mas fogo, querem que eu acredite que não seria 1% mais feliz se tivesse todas as oportunidades que as ditas-cujas têm? Eu sei que existe muito behind the scenes e que nada é tão fácil como parece mas como não consigo por de parte a minha inveja por não ser presenteada com situações semelhantes, o melhor é manter-me mais afastada de uma rede social que é, para mim, tóxica. Com isto, a solução é fazer uma limpeza às pessoas que sigo e manter apenas as que conheço e as que me inspiram de forma positiva.

E vocês? Estão a seguir as vossas resoluções? Ou têm ido with the flow?

18 janeiro, 2018

O dia em que persegui um casaco pela Zara

Sabem quando encontram aquele artigo perfeito e em saldos que, obviamente, não há no vosso tamanho? Compras nos saldos
Pois é, meti-me numa dessas embrulhadas. No passado sábado, vi-me obrigada a regressar ao centro comercial na esperança de encontrar um vestido para um evento que tive e que exigiu uma indumentária mais formal do que qualquer uma que o meu armário podesse oferecer.
A primeira opção foi, claro, a Zara, onde não encontrei o vestido perfeito mas dei de caras com um casaco que me encheu as medidas e para minha infelicidade, encontrei-o no tamanho M. Experimentei, adorei, imaginei o quão bem o S me ficaria e continuei em busca do vestido ideal.
Mas infelizmente, não consegui apagar do meu subconsciente a imagem que tinha criado daquele casaco...
Novo dia, novo centro comercial, nova Zara e a mesma busca - lá encontrei, de novo o cabide dos ditos casacos - só M's. Já à beira do desespero, a menina da Zara (muito simpática, por sinal) reavivou as minhas esperanças quando verificou que, para além dos M's, existia um único S ainda naquela loja. Os meus olhos brilharam mas uma questão falou mais alto - onde? Ele existia, sim, mas não estava onde era suposto, apesar do esforço dos colaboradores em distribuir todas as peças pelo devido lugar. Podia estar a) nos provadores, b) espalhado pela loja, escondido em algum canto ou c) ter sido levado sem ter dado saída do sistema (que é como quem diz, surripiado e sim, é verdade e, possivelmente, o cenário mais provável!)
Comprar online nos saldos 
E foi assim que se iniciou a demanda pelo tamanho S daquele casaco. Eu, a minha mãe e o meu pai, três lunáticos a vasculhar todos os cantos, amontoados de roupa, provadores, expositores da secção de criança, TRF, mulher e homem, alimentados pela esperança dada pela maquineta dos funcionários da Zara. Havia um e quem o tinha devia saber, tão bem como eu, que era o último S daquele espécime. Andaria com ele debaixo do braço, camuflado, no meio de outras 4 peças, a isolá-lo de predadores como eu até decidir se haveria ou não de o levar para casa. E tudo o que eu tinha de fazer era esperar que ele fosse largado! Aceitei que, por vezes, a caça envolve mais espera do que acção e foi isso que fiz - esperei, enquanto observava discretamente as peças transportadas nos braços dos meus potenciais alvos.

Passaram-se 10, 15, 30 minutos naquela azáfama e nada de casaco... Nem aparecia, nem era vendido e por muita que fosse a minha vontade de o experimentar, agarrar e levar para casa, tive de parar para reflectir verdadeiramente sobre os meus actos.

Tinha passado a última meia hora atrás de um casaco como se a minha sobrevivência dependesse disso apenas para o adquirir por menos 30€ do que o preço original. 

Possivelmente, um casaco do qual iria gostar mas nunca pensaria adquirir antes dos saldos... Nem tinha, sequer, experimentado o casaco no meu tamanho mas a ideia de como ele me ficaria era suficiente para motivar esta perseguição desmedida e satisfazer o meu confuso cérebro. 
E podia recorrer ao site online para o mandar vir? Claro que podia! Mas não era tão melhor poder sair com ele num saquinho, naquele preciso momento? 

Isto deixou-me a pensar sobre o quanto a ideia de consumismo e satisfação imediata, por muito que eu evite, ainda me afecta e a forma como tão facilmente os nossos cérebros são manipulados por campanhas de marketing poderosas como são os saldos.

Compramos desmesuradamente, poupamos meses de ordenados para esbanjar na época de saldos em peças baratas das quais, muitas vezes, não precisamos. Tudo isto porque somos tão evoluídos como touros, atraídos para os alvos vermelhos em forma de etiqueta promocional.
Moral da história: saí da loja sem casaco, sentei-me à porta e encomendei o casaco online em 2 minutos. Chegou passados 3 dias e tenho-o usado desde então. Vai na volta, comprar online é a melhor forma de controlar estes nossos instintos animais que revelamos durante os saldos. 

Serei a única a debater-me sobre isto?
O que comprei nos saldos    twitter flickr lookbook facebook  youtube bloglovin

07 janeiro, 2018

Porque vou deixar o YouTube

Eu mudei e o YouTube também.
Mara_pickles

Tanto que esta relação não irá, certamente, funcionar.

A verdade, é que já deixei o YouTube - deixei quando parei abruptamente a série com que me tinha comprometido, deixei quando não pensei, sequer, em fazer vlog's durante um dos meus eventos anuais preferidos (ie Natal), deixei quando recebi a câmara dos meus sonhos e preferi guardar as filmagens no meu disco externo.

E podia dizer que o problema "não és tu, YouTube, sou eu" mas não estaria a ser totalmente honesta. Uma grande parte da culpa do desencanto que sofri este ano é minha, sim, que mudei e perdi o interesse por tantas coisas com que antes me identificava e que eram temas recorrentes dos meus vídeos. Mas, sem querer descartar responsabilidades, 2017 foi o ano em que vi, claramente, o YouTube e os seus colaboradores mudar radicalmente os seus objectivos.

Quem por lá anda pode argumentar que se não vi essa mudança mais cedo, foi porque não quis e que esse shift ocorreu há já algum tempo, à vista de todos e que sou simplesmente ingénua se acreditei que, a grande maioria, não estava mais preocupada com os números do que com a mensagem que estava a passar, com o seu conteúdo e a forma como isso contribuía para a plataforma. Fingi que não via que todos os vídeos eram planeados ao pormenor e que o grau de aesthetic determinava o número de views. E a verdade é que tentei ignorar por muito tempo, focar-me no conteúdo genuíno que ainda me interessava e inspirar-me nele. Mas até esse, entretanto, começou a escassear e levou consigo a minha já diminuta inspiração.

Com o tempo, senti que me encaixava cada vez menos neste YouTube saturado e comercial e aliada a) à minha tendência para querer fazer muito e acabar a não fazer nada e b) à minha falta de tempo, em geral, o YouTube ficou para trás.

Marapickles
Como sempre, tentei os meus regressos mas a motivação não foi suficiente para me forçar a tanto trabalho e acabei por desistir depois dos primeiros precalços - o habitual. Mas desta última vez, algo mudou. Normalmente, desistir é fácil até as saudades da rotina de gravar vídeos começarem a aparecer - querer ligar a câmara, querer apontá-la para mim ao longo do dia para falar convosco, para vos mostrar o que comi ou algo igualmente desinteressante. E costumam ser tantas as saudades que ao fim de uns tempos, estou de volta com promessas de esforço futuro... Não desta vez. Desta vez, desistir foi um alívio e uma oportunidade para me desligar de todo o drama que é o YouTube, permitindo ao meu cérebro focar-se em tarefas mais enriquecedoras como ler um livro, ver um bom filme e por fim... escrever.

Se ainda se lembram, tudo começou aqui no blog onde cheguei a escrever todos os dias. Tirar fotos e escrever sobre o que me desse na real gana era um dos meus prazeres na vida. Entretanto, chegaram as gravações e como o tempo não dá para tudo e me dei melhor em modo vídeo, o blog ficou para trás... Mas a escrita não. Podia, facilmente, enumerar os vários vídeos que vocês adoraram e que partiram de um guião escrito nos rascunhos deste blog! E a verdade é que foi nele, tantos anos depois, que me voltei a rever.

Não há nada como um bom pensamento passado a cru e por escrito, vulnerável às interpretações de quem lê. Não há nada como poder escrever quando quero, sem me preocupar se o sol já se pôs e o vídeo terá luz suficiente.

Acima de tudo, não há nada como poder por de parte a estética, o cenário, as palavras planeadas ao pormenor e os takes de frases repetidas para emendar aquela palavra que disse tão depressa que ninguém vai perceber... E é principalmente por isto que vou deixar o YouTube.

Neste momento, acredito que dificilmente o meu futuro voltará a passar pelo YouTube. Pelo menos, enquanto a plataforma se mantiver de tal forma agarrada à aparência e à falsa perfeição. O que não quer dizer que não irão ver o ocasional vídeo - quando for essencial. Mas sempre que achar que o que quero dizer é mais importante do que o que quero mostrar, remeter-me-ei à escrita.


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