18 janeiro, 2018

O dia em que persegui um casaco pela Zara

Sabem quando encontram aquele artigo perfeito e em saldos que, obviamente, não há no vosso tamanho? Compras nos saldos
Pois é, meti-me numa dessas embrulhadas. No passado sábado, vi-me obrigada a regressar ao centro comercial na esperança de encontrar um vestido para um evento que tive e que exigiu uma indumentária mais formal do que qualquer uma que o meu armário podesse oferecer.
A primeira opção foi, claro, a Zara, onde não encontrei o vestido perfeito mas dei de caras com um casaco que me encheu as medidas e para minha infelicidade, encontrei-o no tamanho M. Experimentei, adorei, imaginei o quão bem o S me ficaria e continuei em busca do vestido ideal.
Mas infelizmente, não consegui apagar do meu subconsciente a imagem que tinha criado daquele casaco...
Novo dia, novo centro comercial, nova Zara e a mesma busca - lá encontrei, de novo o cabide dos ditos casacos - só M's. Já à beira do desespero, a menina da Zara (muito simpática, por sinal) reavivou as minhas esperanças quando verificou que, para além dos M's, existia um único S ainda naquela loja. Os meus olhos brilharam mas uma questão falou mais alto - onde? Ele existia, sim, mas não estava onde era suposto, apesar do esforço dos colaboradores em distribuir todas as peças pelo devido lugar. Podia estar a) nos provadores, b) espalhado pela loja, escondido em algum canto ou c) ter sido levado sem ter dado saída do sistema (que é como quem diz, surripiado e sim, é verdade e, possivelmente, o cenário mais provável!)
Comprar online nos saldos 
E foi assim que se iniciou a demanda pelo tamanho S daquele casaco. Eu, a minha mãe e o meu pai, três lunáticos a vasculhar todos os cantos, amontoados de roupa, provadores, expositores da secção de criança, TRF, mulher e homem, alimentados pela esperança dada pela maquineta dos funcionários da Zara. Havia um e quem o tinha devia saber, tão bem como eu, que era o último S daquele espécime. Andaria com ele debaixo do braço, camuflado, no meio de outras 4 peças, a isolá-lo de predadores como eu até decidir se haveria ou não de o levar para casa. E tudo o que eu tinha de fazer era esperar que ele fosse largado! Aceitei que, por vezes, a caça envolve mais espera do que acção e foi isso que fiz - esperei, enquanto observava discretamente as peças transportadas nos braços dos meus potenciais alvos.

Passaram-se 10, 15, 30 minutos naquela azáfama e nada de casaco... Nem aparecia, nem era vendido e por muita que fosse a minha vontade de o experimentar, agarrar e levar para casa, tive de parar para reflectir verdadeiramente sobre os meus actos.

Tinha passado a última meia hora atrás de um casaco como se a minha sobrevivência dependesse disso apenas para o adquirir por menos 30€ do que o preço original. 

Possivelmente, um casaco do qual iria gostar mas nunca pensaria adquirir antes dos saldos... Nem tinha, sequer, experimentado o casaco no meu tamanho mas a ideia de como ele me ficaria era suficiente para motivar esta perseguição desmedida e satisfazer o meu confuso cérebro. 
E podia recorrer ao site online para o mandar vir? Claro que podia! Mas não era tão melhor poder sair com ele num saquinho, naquele preciso momento? 

Isto deixou-me a pensar sobre o quanto a ideia de consumismo e satisfação imediata, por muito que eu evite, ainda me afecta e a forma como tão facilmente os nossos cérebros são manipulados por campanhas de marketing poderosas como são os saldos.

Compramos desmesuradamente, poupamos meses de ordenados para esbanjar na época de saldos em peças baratas das quais, muitas vezes, não precisamos. Tudo isto porque somos tão evoluídos como touros, atraídos para os alvos vermelhos em forma de etiqueta promocional.
Moral da história: saí da loja sem casaco, sentei-me à porta e encomendei o casaco online em 2 minutos. Chegou passados 3 dias e tenho-o usado desde então. Vai na volta, comprar online é a melhor forma de controlar estes nossos instintos animais que revelamos durante os saldos. 

Serei a única a debater-me sobre isto?
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07 janeiro, 2018

Porque vou deixar o YouTube

Eu mudei e o YouTube também.
Mara_pickles

Tanto que esta relação não irá, certamente, funcionar.

A verdade, é que já deixei o YouTube - deixei quando parei abruptamente a série com que me tinha comprometido, deixei quando não pensei, sequer, em fazer vlog's durante um dos meus eventos anuais preferidos (ie Natal), deixei quando recebi a câmara dos meus sonhos e preferi guardar as filmagens no meu disco externo.

E podia dizer que o problema "não és tu, YouTube, sou eu" mas não estaria a ser totalmente honesta. Uma grande parte da culpa do desencanto que sofri este ano é minha, sim, que mudei e perdi o interesse por tantas coisas com que antes me identificava e que eram temas recorrentes dos meus vídeos. Mas, sem querer descartar responsabilidades, 2017 foi o ano em que vi, claramente, o YouTube e os seus colaboradores mudar radicalmente os seus objectivos.

Quem por lá anda pode argumentar que se não vi essa mudança mais cedo, foi porque não quis e que esse shift ocorreu há já algum tempo, à vista de todos e que sou simplesmente ingénua se acreditei que, a grande maioria, não estava mais preocupada com os números do que com a mensagem que estava a passar, com o seu conteúdo e a forma como isso contribuía para a plataforma. Fingi que não via que todos os vídeos eram planeados ao pormenor e que o grau de aesthetic determinava o número de views. E a verdade é que tentei ignorar por muito tempo, focar-me no conteúdo genuíno que ainda me interessava e inspirar-me nele. Mas até esse, entretanto, começou a escassear e levou consigo a minha já diminuta inspiração.

Com o tempo, senti que me encaixava cada vez menos neste YouTube saturado e comercial e aliada a) à minha tendência para querer fazer muito e acabar a não fazer nada e b) à minha falta de tempo, em geral, o YouTube ficou para trás.

Marapickles
Como sempre, tentei os meus regressos mas a motivação não foi suficiente para me forçar a tanto trabalho e acabei por desistir depois dos primeiros precalços - o habitual. Mas desta última vez, algo mudou. Normalmente, desistir é fácil até as saudades da rotina de gravar vídeos começarem a aparecer - querer ligar a câmara, querer apontá-la para mim ao longo do dia para falar convosco, para vos mostrar o que comi ou algo igualmente desinteressante. E costumam ser tantas as saudades que ao fim de uns tempos, estou de volta com promessas de esforço futuro... Não desta vez. Desta vez, desistir foi um alívio e uma oportunidade para me desligar de todo o drama que é o YouTube, permitindo ao meu cérebro focar-se em tarefas mais enriquecedoras como ler um livro, ver um bom filme e por fim... escrever.

Se ainda se lembram, tudo começou aqui no blog onde cheguei a escrever todos os dias. Tirar fotos e escrever sobre o que me desse na real gana era um dos meus prazeres na vida. Entretanto, chegaram as gravações e como o tempo não dá para tudo e me dei melhor em modo vídeo, o blog ficou para trás... Mas a escrita não. Podia, facilmente, enumerar os vários vídeos que vocês adoraram e que partiram de um guião escrito nos rascunhos deste blog! E a verdade é que foi nele, tantos anos depois, que me voltei a rever.

Não há nada como um bom pensamento passado a cru e por escrito, vulnerável às interpretações de quem lê. Não há nada como poder escrever quando quero, sem me preocupar se o sol já se pôs e o vídeo terá luz suficiente.

Acima de tudo, não há nada como poder por de parte a estética, o cenário, as palavras planeadas ao pormenor e os takes de frases repetidas para emendar aquela palavra que disse tão depressa que ninguém vai perceber... E é principalmente por isto que vou deixar o YouTube.

Neste momento, acredito que dificilmente o meu futuro voltará a passar pelo YouTube. Pelo menos, enquanto a plataforma se mantiver de tal forma agarrada à aparência e à falsa perfeição. O que não quer dizer que não irão ver o ocasional vídeo - quando for essencial. Mas sempre que achar que o que quero dizer é mais importante do que o que quero mostrar, remeter-me-ei à escrita.


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05 janeiro, 2018

A minha rotina de cabelo e o que mudei

Sem sal, parabenos, bla bla bla é uma tendência recente no mundo capilar e que vira cabeças hoje em dia mas será a ausência destes "pestinhas" tão crítica para o nosso cabelo? rotina_cabelo_encaracolado
Recentemente introduzi o meu cabelo às supostas maravilhas dos produtos naturais e sem sal - que é como quem diz sem cloreto de sódio, NaCl, sal de cozinha, mas com outros substitutos equivalentes... um assunto que ainda gostaria de discutir, por aqui - sem parabenos, silicones e por aí e, como consequência, desde esse momento que tenho vindo a explorar novas marcas e gamas capilares.
Entre up and down's e muitas dúvidas acerca do potencial benéfico desta prática, acabei a experimentar algumas linhas da Novex, incluindo champôs, condicionadores e óleos. Recentemente, tropecei no óleo de Baobá e depois de uma paixão assolapada, mal podia esperar para trazer para o choveiro os seus amiguinhos champô e condicionador. E nisto, há umas 2 semanas que os ando a utilizar religiosamente para vos poder fornecer o máximo de informações que possam precisar.
cabelo_encaracolado_cuidados 
O tal óleo de Baobá que adorei pertence, na verdade, a uma linha da Novex que eu desconhecia - a Santo Black Poderoso - na qual podem encontrar, basicamente, todos os produtos que são necessários no duche impregnados com o óleo que eu adorei. Não podia ser melhor. Ou podia?
A verdade é que o óleo que adicionam faz realmente diferença e isso é gritante no champô. O meu cabelo é tão rebelde que, muitas vezes, lavá-lo envolve ou penteá-lo previamente, ou esquecer-me de o fazer e ver-me obrigada e aplicar condicionador antes de tudo... Portanto, podem imaginar como ele fica logo após ser presenteado com detergente - que é como quem diz champô. Um ninho de rato. Com este, o caso muda de figura e sinto o meu cabelo ligeiramente hidratado, mesmo antes do condicionador - o que é uma grande vantagem e permite retirar algum do stress matinal da minha rotina. Sem nós, tudo é mais fácil. Quanto ao condicionador, nada a apontar, hidrata e dá brilho ao meu cabelo.
Como já é habitual, esta linha é também free dos compostos que não quero ver na lista de ingredientes - parabenos, silicones e sulfatos - e portanto, é suave para couros cabeludos sensíveis como o meu, supostamente.
Cuidados_cabelo 
Para minha tristeza (que bem aprecio as maravilhas do champô) este conjunto não funcionou para mim, tendo em conta os problemas capilares com que me tenho debatido. Ainda não compreendi bem a sua origem, apenas que, quanto mais natural for o meu champô, menos danos me causa. No entanto, não há como ignorar as vantagens em utilizar produtos com componentes mais suaves e que contribuem, efectivamente, para a saúde do nosso cabelo, desenhados para o tornar mais bonito e não fazê-lo parecer mais bonito. Isto, claro, quando outros problemas específicos não obrigam a maiores cuidados, como é o meu caso.
Moral da história - o meu couro cabeludo está em fase emo e recusa grande parte das interacções que lhe proporciono. Felizmente, não podia estar mais apaixonada pelo óleo de Baobá que veio para ficar e já é parte da minha rotina diária.
rotina_cabelo 
E vocês? Já adoptaram esta nova tendência?

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27 dezembro, 2017

Saldos começam amanhã! O que vou mesmo comprar

Não sou, como era há uns anos, maluca por compras mas depois de umas passagens acidentais pelas lojas
encontrei umas peças que já consigo imaginar no meu roupeiro (e em cima de mim, claro). Vou ser o mais honesta possível - eu não compro praticamente nada que não esteja em saldos portanto aproveito ao máximo estas alturas para abrir - só ligeiramente - o fecho à carteira da Bimba y Lola. A verdade é que não é só pelo dinheiro... Ao fim de 2h no shopping acabo a sofrer um overload de roupa com etiqueta vermelha e chego a casa com umas extravagantes 3 peças novas (com as quais vivo feliz até à seguinte época da saldos).
Esclarecimentos prestados, vou mostrar-vos as 3 peças que tenciono realmente trazer para casa amanhã, que são todas da mesma loja (how surprising) e são maioritariamente bombazina, ai...
wishlist
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Sim, é tudo da Pull&Bear, a loja de onde provêm 5 das 6 peças que compro anualmente... Primeiramente, as calças, como não amar? São mom jeans e de bombazina - a minha mãe ri-se ao lembrar-se do ódio por calças de bombazina que eu tinha, em miúda. As jardineiras, são jardineiras, confortáveis e fofinhas e de bombazina, tipo, como? E por fim, a camisola que bem preciso para adicionar cores ao meu armário monocromático invernal.
E vocês? Já estão de olho em alguma peça? Se ainda não pensaram no que comprar, podem ver as minhas dicas aqui.

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